Relendo o Jornal Zambiacongo, 3ª edição, do ano de 2002, tem uma crônica assinada pelo mestre Geni, de título “Capoeira que é bom cai”, que traz uma reflexão de extrema importância para se contrapor ao que se construiu no imaginário de muitos capoeiristas de que o bom capoeira não cai.
Hoje, cair em uma roda de capoeira é um convite certo e seguro para uma boa briga. Usando as palavras do Mestre Geni, “desconhecem ou esqueceram que a queda faz parte, sendo conseqüência de um bom jogo de capoeira”.
A rasteira está relacionada entre os inúmeros golpes da capoeira. E acredito que ela é treinada por todos, independente de estilos, onde se aprende a sua aplicação., como também se deve aprender e ensinar formas de sair (quando possível) de uma boa rasteira, mas acima de tudo aceitá-la como algo natural dentro do jogo. Se não quer levar rasteira treine judô, karatê, jiu-jitsu etc, pois no universo de golpes dessas artes não existe a danada da rasteira.
O que não podemos é continuar aceitando as reações de violência quando um capoeirista leva uma simples rasteira. Finalizando, vamos mais uma vez recorrer ao mestre Geni, “pois o capoeira que é bom cai. E como cai bem meu camarada”.
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